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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Classe C é público fundamental para MPE RECIFE - Nova classe média brasileira é responsável por um consumo superior a R$ 1 trilhão em 2011... Agência Sebrae


RECIFE – “Nos últimos oito anos, 40 milhões de brasileiros ingressaram na classe C. É por isso que precisamos estudar esse público com maior dedicação”, afirmou o diretor técnico do Sebrae em Pernambuco, Aloísio Ferraz, na abertura da palestra "A relação da nova classe média com as MPE", com o publicitário Roberto Meirelles. Tendo conduzido mais de 200 estudos sobre o comportamento do consumidor de baixa renda no Brasil, Meirelles apresentou o tema para uma plateia de micro e pequenos empreendedores interessada em conhecer melhor essa camada da população que vem transformando a forma de se consumir no país. Gratuito, o evento fez parte das estratégias do Programa Sebrae Mais e abordou temas como consumo, comportamento, valores e comunicação dos diferentes tipos de consumidores brasileiros e a relação da nova classe média com o microempreendedorismo. “Nenhuma empresa cresce hoje no Brasil sem conhecer o coração, a mente e o bolso dessa nova classe média”, determinou Renato Meirelles. De acordo com ele, seis de cada dez pessoas com acesso à internet pertencem à classe C, que tem maior grau de instrução que seus pais, é mais otimista que os componentes das demais classes socioeconômicas e vem crescendo em maior proporção no interior dos estados do que nas regiões metropolitanas. O mesmo ocorre no Nordeste quando comparado às demais regiões do País. “O Brasil mudou. E se o Brasil mudou, o Nordeste mudou mais ainda!”, ressaltou Meirelles, que apresentou estatísticas e estudos sobre pequenos negócios e contextualizou econômica, social e politicamente o cenário das MPE no Brasil. Segundo Renato Meirelles, essa massa populacional que compõe a nova classe média foi a responsável por movimentar mais de um trilhão de reais em consumo no ano de 2011 – somente a população negra consome o equivalente a R$ 673 bilhões ao ano –, o que serve para abrir os olhos dos empresários para a importância de uma atuação voltada para esse público que também pode consumir produtos do tipo premium. Em termos comparativos, esse grupo responde por R$ 44 de cada R$ 100, mais que

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